quinta-feira, 5 de junho de 2008

Dia Mundial do Meio Ambiente

Como todos sabem hoje é um dia bastante especial, mais esse ele pode está chegando ao fim do jeito que as coisas andam.

Quem já viu os estrangeiros que poluem mais a terra falando de nós brasileiros, dizendo que nós não temos condições de proteger a Amazônia, quem já se viu. Mais por uma parte eles estão certo, nosso governo está parado enquanto isso tem filhos de uma **** desmatando campos e campos.

Basta! Acorda Brasil, Acorda Mundo

Cada um fazendo sua parte com pouca coisa, todos os dias já ajudaria bastante, se você não saber o que fazer pesquise no ecoogle que uma pesquisa já uma ajuda.

E também ajude com clicks no Click Arvoré.

19 comentários:

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 8 de junho de 2008 às 20:04  

Alma de Cupim

Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com.
deuteronomioarte@ig.com.br

Adora a existência
Contempla o natural
O espaço sideral
Inteligência da potência

Muda a paisagem
Destrói a natureza
Maltrata a beleza
Em qualquer passagem

Dialética humana
Constrói o artificial
Dizima o natural
Da fumaça que emana

A construção de desertos
Na alma impregnada
Não pode sobrar nada
Em campos abertos

Qualquer jardim
Deve ser venerado
Aplaudido e aclamado
Querendo o seu fim

Luta demente
Não tem beleza
Não tem natureza
Não tem jasmim

Jardim da humanidade
Todos têm direito
Qual foi o defeito
Todos defendiam
Todos aplaudiam
Não tem mais jardim
Não tem mais culpado
O tempo rolado
Num mundo sem fim
Corpo humano
Alma de cupim

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 8 de junho de 2008 às 20:05  

Planeta que chora
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com

Reflito sobre a vida
sobre o mundo rotativo
do universo exuberante
da beleza do ser pensante
do mundo mágico criativo
É o solo, é a existência roída
de um planeta que chora, exaurido.
De uma fumaça de gás cumprimido
De um berço que faz sentido.
De uma paisagem destruida
que teimo em desfrutar
a reta um ponto vai ficar
o fim, o começo a externar
O espaço a gritar
O ambiente somente?
A água ?
A selva?
O mar ?
E nós humanos ?
O planeta chora
A inteligência ignora?
Onde iremos morar?
sem terra, sem piso, sem ar
sem fogo, sem água, sem mar?
por que a poluição ?
o farelo da destruição
O lixo cultural ?
O rio é um esgoto
O mar está morto
O ar é aborto
de quem quer abortar,
assim, volto ao pó
não tem reciclagem
é uma viagem,
mas viajo só?

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 29 de junho de 2008 às 00:01  

Aos Seres Humanos

Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com


Quebrando correntes
No tempo a passar
Mistérios a desvendar
A todo o momento

Se tudo fosse diferente
Teria o ser humano
O pensar, um plano.
Da existência presente

Que show arriscado
De um palco sem fim
O infinito vem a mim
Ou já foi programado

Tanta existência
Quem vai usufruir
O tempo destruir
Ou há consistência

A Vida acompanha
As etapas da curva
Existe uma luva
De potência tamanha

Controlar o processo
De toda imensidão
É plenitude da razão
Ou pensamento, ao inverso.

É do ser humano obrigação
Conhecer todo o infinito
Ou existe um conflito
Buscando interrogação?

Já não é chegado
A hora de saber
Do universo o porquê ?
Na existência - postado.

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 2 de julho de 2008 às 23:17  

Entre Colunas

Luiz Domingos de Luna
www. Revistaaurora.com

Entre nascimento e morte
Pego o meu passaporte
Numa vida a bailar
Dos dois pontos faço linha
Numa estrada que caminha
Na sorte ou no azar
Entre colunas eu fico
Sempre a caminhar
Não pode ter acidente
Senão quebra a corrente
Já não posso respirar
Uma reta esticada
Cada passo, uma pisada
Tenho que controlar
Não posso sair do prumo
Ou então um tombo
Para me derrubar
Do útero para cova
Uma vida se renova
Cheirando interrogação
No meio das ampulhetas
Viro pó, sombra e chão.
Ou larva de borboleta
Uma vida nova nasce
É uma transformação ?

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 17 de julho de 2008 às 12:39  

A Tela de Compostela
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com

Matéria no corpo diluída
O Espírito a chama clarear
Contorno de tudo a acentuar
O Equilíbrio da alma indefinida

A estrada da poeira percorrida
O Peso da história a carregar
Andarilhos pelo mundo a vagar
Corpo dilacerado, carne dolorida.

Busca da grande interrogação
Indagação ao humano, toda hora.
Pergunta sem resposta, que aflora.
Na caminhada, da caminhada - a imensidão

A fadiga corrói o corpo fraco
Na tela do ferro a rasgar
O corpo humano a sangrar
Na busca da infinitude do aço

Em pedaços a matéria a chorar
Clamando o grande encontro
É o homem, é o outro, é o espanto
Que no final tem que juntar
Carregando em um só corpo o mistério
Destes fragmentos em um só “eu” aglutinar

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 17 de julho de 2008 às 12:48  

A Fábrica de Universos
Luiz Domingos de Luna


Os bósons são inteligentes
Escondidos em outra dimensão.
Por que tanta precaução
É um ato consciente?

A ciência está na cola
Graças à matéria escura
Que dificulta a procura
Confunde o eixo da mola

Choque de matéria e luz
Curvado no infinito
São partículas de granito
Ou mistério da órbita conduz?

Esta imantação é problema
Dependência de uma ditadura
Da energia e da matéria escura
Um cárcere privado com algema

Iluminados - O que fará
Com o bóson aprisionado
Um mistério bem guardado
Ou ao humano entregará?

A Quem interessa?
Uma fábrica de universo
Os paralelos diversos
Para que tanta pressa

Um universo precisa
De um planejamento
Senão o novo engole a gente
Seja humano ou não
Tudo vai para o ralo do nada
Cadê a inteligência em projeção
A Consciência e a razão
Virou tudo fragmento
Não basta o pensamento
No túnel do tempo
Numa vida a bailar

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 17 de julho de 2008 às 23:03  

Palco Iluminado
Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com

Em cada sonho uma fantasia
Que percorre o pensar
No momento a gritar
Força que extasia

Girando no encanto da vida
Um gesto nobre propicia
Na luz que irradia
O instante eterno se fia

O cenário todo florido
Uma paisagem a contemplar
Um universo a pensar
No tempo um fluido

Que teima em derramar
Gotas de um sereno
Um incenso ameno
A existência contagiar

Interação perfeita
Arquitetura social
Beleza natural
Obra prima feita

Cada ser é arquiteto
Que a história aniquila
É o sonho da vida
Inacabado um projeto

Um projeto inacabado
Que falta ser decifrado
Ou um palco iluminado
Explicação buscando?

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 31 de julho de 2008 às 13:20  

Alma Ferida
Luiz Domingos de Luna

Na Caminhada dos passos
Resistência de um intelecto
A Dor de um martírio incerto
O barulho do tempo espaço

No asfalto rastejando ofegante
Fome, dor, tristeza e cansaço.
Tem que nervo de aço
Para subir a rampa derrapante

De repente um chute nas entranhas
O Corpo o saco de pancadas
A vida a um tempo aniquilada
Pelo ódio brutal do tirano

A Matéria toda esfarelada
As carnes doloridas na estrada
Cada murro uma queda abalada
A dor da morte avizinhada

A Carne morredoura fraquejante
O Espírito um eterno vigilante
Observa o corpo frágil ondulante
O Olho não reconhece mais o atacante

A Inércia empurra o corpo cambaleante
A derrota da matéria castigada
O Troféu do agressor é levantado
Derrotaste a carne morredoura
Mas a alma a sonhar encantadora
Nos umbrais do tempo a gritar
-Tenho que juntar este bagaço
Humano e uma nova vida começar?

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 12 de agosto de 2008 às 12:28  

Aurora, uma janela para o céu

Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com

Pedi permissão ao tempo
Nas asas do pensamento
Voando vai minha ilusão
Pelos caminhos obscuros

Da minha história esquecida
Momentos de vida vivida
Na mais linda sedução,
Pois ainda em tenra idade

Deixei minha cidade na construção do meu futuro,
Sonhei, lutei, na selva humana,
ganhei o meu troféu de herói,
construi minha cabana tenho o meu transporte
meu trabalho é o suporte da minha vitória suada,

Neste pais eu andei, ralar como eu ralei, lutar como eu lutei dia e noite, noite e dia, busquei no íntimo de minha alma, a estabilidade sonhada
Na poeira de uma estrada que ainda hoje percorro.
Hoje vivo nas metrópoles, nos mais diversos lugares,

Adquiri meu espaço com a força da determinação do aço,
Já me vi em pedaços, mas hoje a minha força é a vitória do que faço.
Consegui o que queria numa luta bem renhida,
Luta que se renova no amanhecer a cada dia.

Sou um aurorense firme, tenho a minha própria história
Na janela da memória vivo a minha própria emoção
Em ver minha querida cidade respirar o hálito oxigenado,
Que ao mundo me trouxe a luz, na grandeza do momento,

Em meu apartamento a lembrança me seduz,
Do rio salgado, as cachoeiras, na beleza de nossa feira,
Do caldo de cana ao aluar, da tapioca ao beiju
Do melaço da rapadura ao canto do sabiá,

Naquelas noites estreladas os fogos, reisado,
O apito do trem, as missas bem demoradas,
As renovações bem tiradas, as serenatas cantadas.
De manhã a passarada num canto de louvação.

Aquelas horas batidas no sino bem compassado, era sinal de finados,
Ou o repique tocado de um anjinho que ao céu subiu,
Todos para a ABA numa inocência fecunda
Tinha quadrilha, arrasta pé, ao som de uma vitrola, era uma festa junina,

Tinha bandeira, tinha roça, tinha quermesse, e quadrilha, broa de milho, quebra-queixo, pão de ló, tinha desfile.
Nesta janela, eu vivo o tempo que não passou, pois ser aurorense é preservar a sua história.

Guardar no canto da memória o seu lindo e singelo amor,
Um amor a toda hora, que em todos nós aflora o cheiro forte e polido

Fonte:http://www.folhadocariri.com.br/colunas/JoseEdson.htm

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 24 de agosto de 2008 às 19:19  

O Vazio

Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com

O Vazio não pode ter nada
Se tiver algo, ele está ausente.
Na plena ausência está presente
Antes do ponto ou depois da disparada?

O Vazio não pode ser conceituado
A Noção que se tem é dogmatizada
A ausência é a presença do não chegado
O Vazio não tem uma lógica estruturada

O Vazio não pode ser preenchido
Preencheu o vazio, ele sumiu.
Sumiu-se, ele nunca existiu.
O Vazio está escondido?

O Vazio quebra a existência
Quebra a matéria e o tempo
Não pode ter momento
Existe no cosmo? Ou na inteligência?

Como encontrar o vazio?
A existência toma seu espaço
Ou ela está em pedaços
A ausência de tudo. Quem já viu?

O Nada absoluto. Plena Garantia
Sem buraco negro, sem quasares.
Sem o avesso da matéria
Sem o avesso da energia
Sem átomos, sem moléculas.
Sem luz, sem escuridão.
Um vazio perfeito
A ausência da existência
A Luz da criação!

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 8 de setembro de 2008 às 13:12  

Paraíso

Luiz Domingos de Luna
www.revistaaurora.com

Conversei com Eva
Lá no paraíso
Não tinha sorriso
Parecia tristonha
Não tinha vergonha
Buscava liberdade
Não tinha saudade
Então lhe indaguei
Qual a dor do seu grito?
Viver em conflito
Passar ou não?
Para a próxima geração.

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 16 de novembro de 2008 às 17:05  

Aquecimento Global

Luiz Domingos de Luna
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Sapo Dourado Panamenho
Da floresta americana
Beleza pura que emana
Da natureza em desenho

Amarelo, delgado e pulador.
Afilado, gentil e hospitaleiro.
Cantando no lindo desfiladeiro
Nos bosques um hino de amor

Predador do equilíbrio natural
No habitat rico dos pampas
Deslisa no declive das rampas
Numa felicidade sem igual

Dos rios, lagos e florestas.
Vaidoso no passeio matinal
Não vê o aquecimento global
Devorar sua história sua festa

O Fungo espera para atacar
O Planeta deu sinal de alerta
O fungo voa como uma flecha
O Sapo não vai mais cantar

Amarelo é a cor da atenção
Do sapo panamenho dourado
Da existência já foi tirado
Mais um ser em extinção

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 16 de novembro de 2008 às 17:11  

Pesquisas Científicas, Consultas, artigos, postagens, monografias, teses Acadêmicas, resenhas, comentários, novas postagens

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Ref. Bibliográfica
Luiz Domingos de Luna é Professor da E.E.F.M Monsenhor Vicente Bezerra, Rua Cel José Leite s/n, Araçá - Aurora - Ceará. Cep: 63.360.000 Tel (88)35433903.
Fonte:http://bloggerinfo.blogas.com.br/2008/06/dia-mundial-do-meio-ambiente.html#comment-form
Nota do Autor:
Material disponívíel para estudo, tudo para o engrandecimento da epistemologia genética da Humanidade.
Na repostagem citar este referência bibliográfica.
Grato,
O Autor.

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 28 de novembro de 2008 às 18:23  

Pingo da vida?

Luiz Domingos de Luna
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Era um pingo
Começou a girar
Fiquei a olhar
O Seu caminho

Desceu a ladeira
Parou um segundo
Estava imundo
Cheio de poeira

Bolinha consistente
Ganhou conteúdo
Da parte o tudo
Sempre à frente

Rolou num tinteiro
Ficou colorido
Bicho sabido
Fugiu bem ligeiro

Atravessou uma vala
Passou na ferida
A Bactéria Lambida
A Vida levava

Pingo complicado
Todo disformado
É a vida da ferida
Ou o pingo da vida?

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 28 de novembro de 2008 às 18:26  

Interrupção

Luiz Domingos de Luna
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O Tempo quebra o espaço
No grito que foi sufocado
Corpo sem vida parado
Marca do tracejo Compasso

Deixei a marca no aço
Não completei a missão
Estou noutra dimensão
Não sei o que é que faço

A matéria não cabe em mim
A luz não curva o universo
Penso que atravesso
Um Horizonte sem fim

Estás próximo de mim
Mas como manter contato
Não sou um ser de fato
Sou uma onda vaga sem fim

Falta o ponto linha ou cruz
Ou uma voz para falar
Não posso sempre vagar
Numa atmosfera sem luz

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 28 de novembro de 2008 às 18:28  

Onda que chora

Luiz Domingos de Luna
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História dos papéis
O mouse a demarcar
Palavras que somem
Mas que vão voltar

A tela da história
Um trabalho a postar
Um instante eterno
Que não vai durar

Tudo a voar
Sempre escrevendo
De um tempo correndo
Não pode parar

Vida sumida
Na abstração
Vida já vivida
Em outra ilusão

No útero da terra
Vai transformar
Onda que passa
A outro repassa
Sempre a chorar

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 28 de novembro de 2008 às 18:31  

Transformação

Luiz Domingos de Luna
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Reguei uma planta
No meu jardim
Era um Jasmim
Beleza que encanta

Entre espim
Uma lagarta
Como uma carta
Vinha a mim

Toda enrolada
Comia clorofila
Pele colorida
De fogo chamada

Numa manhã florida
A lagarta sumiu
A borboleta me viu
Nos caminhos da Vida

Contemplando o chão
A asa em giro agitava
A Paisagem deixava
Na linha da imensidão

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 28 de novembro de 2008 às 18:35  

Travessia

Luiz Domingos de Luna
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A Parede da mente
Está quebrada
No conflito da estrada
É reviravolta somente

Á águia está lá
A asa ferida
Sem guarida
Sempre a voar

A água agitada
Tem que passar
Furacão no ar
Força anulada

Na superfície a pisar
O mergulho da morte
É o único suporte
Que espera chegar

Tremulante momento
Uma chuva de vento
A águia a carregar
Rasteja na onda
Como uma lona
O espaço ganhar
A asa dobrada
Tão fatigada
A praia chegar

POESIAS LITERÁRIAS DE LUIZ DOMINGOS DE LUNA. 28 de novembro de 2008 às 18:38  

O Gênio da Gravidade

Luiz Domingos de Luna
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Cada tombo uma queda
O Ser vivo a equilibrar
Não pode escorregar
Uma altura que esfarela

Quem anda de avião
Já fica preocupado
Numa pane é jogado
Corpo sem vida no chão

Gravidade impiedosa
Sempre a puxar das alturas
Até às vezes, dá tonturas.
De queda assombrosa

Lá da montanha, um condor.
Voava tranquilamente
Num instante somente
Pensei que estivesse parado
Parado nas alturas
Está tudo errado
Cadê tua força, puxador?
Eu estava enganado
Não era um condor
Não era um planador
Era um simples beija-flor
Enganando a gravidade.

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