terça-feira, 22 de abril de 2008

PRF irá retomar concurso suspenso para 340 vagas

Organizadora depositou na conta da PRF valor de 112 mil inscrições.
Segurança será critério determinante para contratação de nova instituição.

O concurso da Polícia Rodoviária Federal, suspenso desde dezembro por suspeita de fraude, será retomado. O principal entrave para a continuidade, de acordo com a PRF, foi solucionado. A Fundação José Bonifácio, entidade controlada pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NCE/UFRJ), depositou na conta da PRF o valor correspondente a quase 112 mil inscrições de candidatos às 340 vagas de policial rodoviário previstas no concurso.

De acordo com a Coordenação de Ensino da PRF, o NCE/UFRJ restituiu cerca de R$ 7,5 milhões aos cofres da União. A prioridade do Departamento de Polícia Rodoviária Federal agora é encontrar na legislação um mecanismo rápido e eficiente para contratação da nova empresa que irá organizar o concurso. Será escolhida a instituição que apresentar o melhor esquema de segurança para elaboração e aplicação das provas.

A Polícia Rodoviária Federal adianta que as regras do edital continuam valendo e que mais detalhes sobre o concurso só serão divulgados com a contratação da nova organizadora, inclusive critérios para devolução de valores aos candidatos que desistiram do concurso.

Este será o último processo seletivo que exigirá nível médio de escolaridade dos candidatos. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão concordou que o próximo concurso, ainda sem data prevista, exigirá nível superior para admissão na carreira de policial rodoviário federal.

O concurso da PRF teve 122,4 mil inscritos. Das 340 vagas, 194 são para o Pará e 146 para Mato Grosso. Os policiais trabalharão ao longo de um trecho de 1,6 mil km da BR-163, que começa a 200 km de Cuiabá (MT) e vai até Santarém (PA). Pessoas de todo o Brasil fariam a prova porque o policial poderia pedir transferência para outros estados depois de três anos na função.

No dia 7 de dezembro, dois dias antes da prova, um suspeito foi flagrado tentando vender o gabarito da prova por R$ 40 mil. Encaminhada para a Procuradoria da República no Município de São João de Meriti, fragmentos do exame foram reconhecidos por um funcionário do NCE. Segundo a instituição, eram fragmentos da prova, com colagens de questões e respostas.

(Fonte)

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