Iraniano "veste tecnologia" para promover produtos na Cebit
Nos corredores da Cebit 2008, a maior feira de tecnologia do mundo, que acontece em Hannover, na Alemanha, um homem se movimenta rapidamente numa cadeira de rodas motorizada e com a roupa cheia de apetrechos tecnológicas, como pen drives, mouses e tocadores de MP3. "Vim aqui atrás de dinheiro, de fazer negócios", afirma o iraniano Daniel Goldring, 44.
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| Empresário iraniano Daniel Goldring se veste de tecnologia na Cebit; sua empresa é sediada na China e produz artefatos tecnológicos |
Ele veio à Cebit promover sua empresa, a Advance Pro, que é sediada na China e produz esses artefatos tecnológicos. "Faço isso para chamar a atenção das pessoas. Se vier com roupa normal, sou apenas mais um na multidão", diz ele, enquanto distribui cartões com seus contatos.
Na Cebit, o empresário tenta encontrar distribuidores para seus produtos. Segundo Goldring, ele usou a mesma tática na CES (Consumer Electronics Show), feira que é realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos. "Estou quase conseguindo uma parceria com a Microsoft para produzir celulares", gaba-se.
Ele afirma que começou a fabricar produtos tecnológicos há dez anos, quando largou sua antiga ocupação, a arqueologia. O empresário afirma ter trabalhado como arqueólogo no Irã, país onde nasceu, e no México. "Não havia mais nada a ser encontrado. Sofria muitas pressões por minhas descobertas. Achei que o ramo da tecnologia daria um bom retorno."
O primeiro produto da empresa --ele afirma ter investido US$ 1.000 na empreitada-- foi um radinho que tocava rádios FM. Agora, a empresa tem um faturamento anual de US$ 500 mil e está completamente focada no mundo digital. "Estou na Cebit para estabelecer meu nome nesse mercado. O digital é o futuro."
Ele anda com ajuda de cadeira de rodas em razão de ter fraturado a coluna em um acidente de moto. Para o empresário, isso não dificulta o trabalho. "É mais um aparato que mostra tecnologia. Ela é motorizada."
No próximo ano, Goldring promete estar na feira com um estande. "Estou estudando como levar esse meu conceito para algo estático", afirma, antes de dar a partida na cadeira de rodas e continuar com a publicidade.
(Fonte)















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